35ª EAPIC termina com saldo positivo

Presidente da Comissão Organizadora faz balanço da festa e justifica atraso da dupla Matogrosso & Mathias

A Comissão Organizadora da 35ª EAPIC (Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de São João da Boa Vista) divulgou balanço da festa, na manhã da última quinta-feira, dia 17, durante coletiva com órgãos de imprensa de São João e região.

Cerca de 50 mil pessoas passaram pelo Recinto de Exposições durante todos os dias da EAPIC, entre pagantes, não pagantes, passaportes e credenciais.

Ao todo, foram 1.200 passaportes vendidos e duas mil pessoas credenciadas para trabalhar na festa. Na bilheteria, foi registrado um público pagante de 39 mil pessoas.

Como em todos os anos, a EAPIC reuniu muitas famílias, que aproveitaram os finais de semana e o feriado de 9 de julho para acompanhar as atrações e o parque de diversões, consumindo nos restaurantes e nas barracas da Praça de Alimentação.

Para se ter uma idéia, no feriado de quarta entraram gratuitamente na festa (no período da manhã, enquanto os portões estavam abertos) mais de 4 mil pessoas. No último domingo o movimento foi ainda maior: 10 mil pessoas passaram pelos portões antes da cobrança de ingressos.

Tendo em vista esse público familiar – com a presença de muitas crianças – a EAPIC pensa em organizar, para o próximo ano, alguma atração destinada aos baixinhos. “Acredito que está faltando um show infantil, uma atração a mais; o público da EAPIC é jovem, direcionado pra moçada. Então, você incentivando a meninadinha, vamos criando o hábito das crianças virem para a festa. Seria interessante ter uma atração para criança, num final de semana à tarde, como fazíamos antigamente”, destacou o presidente da Comissão Organizadora, Jairo Hamilton Domingues.

 

Segurança

Aliás, as famílias freqüentam o Recinto, pois sabem que o ambiente é seguro, com policiamento ostensivo. A segurança é um dos diferenciais da EAPIC, em relação às demais festas agropecuárias. “Em Jaguariúna, a quantidade de celulares que roubam é enorme; toda hora estão falando no microfone para as pessoas tomarem cuidado. No ano passado, veio uma equipe dessas roubar aqui dentro no primeiro dia, mas no segundo sumiram, porque a polícia resolveu imediatamente”.

 Jairo fez questão de enfatizar que a EAPIC não mede esforços para a quantidade de policiais e seguranças. “O custo é altíssimo, mas a segurança da população está em primeiro lugar. Este ano não registramos ocorrências graves, apenas poucas brigas isoladas, porque sempre tem aquele que bebe e gosta de fazer bagunça”.

  Também informou que a quantidade de policiais na porta do Recinto visa coibir a entrada de marginais e maus elementos. “É sempre bom ter esse pente fino, para quem está dentro da EAPIC saber que pode ficar tranqüilo”.

Ingressos

Quanto ao preço dos ingressos na bilheteria, Jairo comentou que dificilmente a população encontra valores semelhantes nas cidades vizinhas. “Aqui trabalhamos com um preço bastante popular. É impossível conseguir tantas atrações a um preço desses (passaporte a R$ 90,00)”.

O presidente da EAPIC fez questão de frisar que o objetivo da Sociedade Sanjoanense de Esportes Hípicos não é ter lucro e sim conseguir pagar todas as contas. “Não podemos depender da bilheteria para conseguir pagar os shows, por exemplo. Temos um fluxo de caixa para pagar os artistas com antecedência. Além da bilheteria, procuramos outras receitas, como patrocinadores e praça de alimentação”.

 

Atrasos

Infelizmente, dois shows atrasaram, descontentando a Comissão Organizadora (pois os artistas não cumpriram o horário estabelecido no contrato) e também o público.

Jairo Hamilton explicou que O Rappa chegou mais tarde na cidade, uma vez que estava em São Paulo. “Ficamos esperando e eles não vinham. Fui até indelicado com a imprensa, porque não autorizei a coletiva antes do show, mas fiz isso em consideração ao público, que já estava esperando fazia tempo”.

Contudo, o pior atraso foi da dupla Matogrosso & Mathias, no domingo, último dia da EAPIC. O show estava previsto – e combinado – para começar às 23 horas e a dupla só foi se apresentar às duas da manhã. “Sempre colocamos o último show mais cedo, para quando for meia noite e meia o público poder ir embora descansar”.

O presidente da festa esclareceu que a dupla realizou um show em outra cidade (Alpinópolis/MG) e não comunicou a Comissão Organizadora. “Fomos o verdadeiro marido traído, ou seja, o último a ficar sabendo o que estava acontecendo. Se a gente soubesse, teria trocado o show, comprado outro artista, mas essa informação não nos chegou”.

No domingo, quase na hora de começar o show, o empresário ligou dizendo que a dupla chegaria meia noite. “Como tínhamos programado o Rodrigo Haddad para tocar antes, dissemos que tudo bem. Só que o Rodrigo tocou uma, duas, três músicas, e a dupla não chegava”.

A situação foi se enrolando. Jairo ligou novamente para a produção da dupla, a qual disse que eles estavam em Vargem. “Sabendo disso, anunciamos o show para meia noite e meia. Depois, fomos comunicados que eles estavam em Casa Branca. Ligamos mais tarde, estavam em São Sebastião da Grama. Daí, ficamos mais nervosos, porque a dupla estava andando pra trás. Não chegava notícia, nem informações corretas” .

Mais tarde, eles desligaram o celular e não atenderam mais o pessoal da EAPIC. “Fui até o microfone explicar a situação e ver se as pessoas queriam ir embora e se preferiam que o show fosse mudado para segunda. Era um problema para todo mundo, pois o som, o palco, já seriam desmontados. O pessoal preferiu esperar, mas se eles tivessem optado por segunda, iríamos fazer”.

Por conta desse problema – que fugiu do controle da Comissão Organizadora – Jairo pede desculpas a toda população e se lamenta pelo ocorrido. “Deixamos claro que a EAPIC não teve culpa, aliás, o show da dupla já estava pago”.

 

Pavilhão Comercial

A presidente da ACE (Associação Comercial e Empresarial de São João), Ana Cláudia Carvalho, comentou sobre o sucesso do Spaço ACE, realizado dentro do Pavilhão Comercial da EAPIC.

A proposta inovadora proporcionou ao público informação e entretenimento. Palestras sobre marketing, atendimento ao cliente, vitrinismo, sexualidade, dentre outras, tiveram como espectadores mais de 600 pessoas, no total. “Se não fosse pela organização da EAPIC e pelo apoio, não teríamos tido esse sucesso”, destacou Ana Cláudia.

A praça de alimentação dentro do Pavilhão também atraiu muitos visitantes. Segundo Ronildo dos Santos, da ACE, a movimentação era tanta que a Vila Petisco acabou trabalhando até as cinco horas da manhã, servindo caldos quentes. “Buscamos diferenciar, levando coisas diferentes da praça de alimentação do Recinto para complementar, e não para concorrer”.    

Os banheiros dentro do Pavilhão foram reformados, com a ajuda de empresas da cidade que doaram materiais. “As pessoas até falsificaram senhas do banheiro para usá-lo; isso nos deixou contentes, porque mostra que estava organizado”.

 

Leilões

Indagado se a EAPIC não retomará com os Leilões, Jairo respondeu que não há espaço físico para abrigar este evento dentro da EAPIC. “O leilão depende de acomodação para o gado, de pessoal externo que tem que entrar no Recinto. Tivemos leilão quando o movimento era menor”.

Jairo aproveitou para falar que a EAPIC precisa ser transferida para um novo espaço, mais amplo e longe das casas. “O Recinto de Exposições está num lugar horrível, dentro da cidade. Hoje, qualquer coisa que fazemos aqui repercute na cidade inteira. Eu estava preocupado com o pessoal aqui dentro e com o pessoal em casa, duas horas da manhã o som batendo. Somos cobrados, quem sabe a gente consegue mudar isso de lugar”.

O fato da Comissão não trazer um show de grande porte é justamente pela capacidade física do lugar.  “Não dá para trazer um super show porque não podemos trazer uma super população aqui dentro. Já vimos no Edson e Hudson como estava lotado. Não temos para onde crescer”.

Para finalizar, Jairo agradeceu o apoio e colaboração dos órgãos de imprensa e dos jornalistas que enfrentaram frios e atrasos para fazer uma excelente cobertura da festa. Além disso, justificou a ausência do vice-presidente Waldemar Yazbek, que preciso viajar a trabalho. “Ele fica aqui o tempo todo, mas hoje teve que ir para Rio Verde”.

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